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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012





















Uma lenda árabe conta que uma tamareira nasceu da mesma folha com que Deus criou Adão.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A Lenda Do Cavalo Arabe

A Lenda Do Cavalo Arabe Horse 1 Horse 1

Conta a lenda que o beduíno árabe, que vivia no
deserto, pediu a Alah um companheiro para dividir os
dias longos e as noites frias do deserto.

Alah compreendeu o anseio desse homem solitário e
resolveu dar vida a um ser, símbolo da criação.

Ordenou que se imprimissem numa única criatura, olhos
tão potentes quanto os da águia, faro tão sensível
quanto o do lobo, a velocidade da pantera e a
resistência do camelo.

Acrescentou ainda a coragem do leão, a memória
privilegiada do falcão, a elegância do andar da corsa
e a fidelidade do cão.

Alah chamou o Vento Sul e ordenou que ele soprasse
sobre um punhado de areia que estava em suas mãos.

Surgiu, então, o Cavalo Árabe para que Alah fosse
sempre louvado.

O AMULETO (autor desconhecido)

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio, que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento.O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, que fechou e entregou ao granjeiro , dizendo:


"Leva esta caixa para todos os lados da sua granja,três vezes ao dia, durante um ano."


Assim fez o granjeiro.Pela manhã,ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando.Acordou-o e chamou sua atenção.Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem alimentar.E à noite, indo à cozinha com a caixa , deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros.


A partir daí , todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para outro, com seu amuleto , encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.


Ao final do ano , voltou a encontrar o sábio e lhe disse :


"Deixa esta caixa comigo por mais um ano , minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto."


O sábio riu e , abrindo a caixa disse:


"Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida."


No papel havia escrito a seguinte frase:


"Se queres que as coisas melhorem deves acompanhá-las constantemente".

A ÚLTIMA VONTADE DO REI HIBBAM

Naquele tempo, em Mokala, reinava o poderoso Hibban, um dos mais vaidosos monarcas que têm vivido em todos os tempos. Sua preocupação única era imitar os imperadores célebres e os vultos notáveis da História.
Ouvira ele contar que os soberanos mais famosos do mundo pronunciaram sempre, antes de morrer, palavras que se tornaram célebres. E não poderia ele, também glorificar a sua morte pronunciando uma frase notável, digna de figurar nos anais da História, uma frase fulgurante que ficasse perpetuada, através dos séculos, pela Fama e pela Glória?
Mas qual seria? Que deveria ele dizer aos súditos mokalenses no derradeiro momento de sua vida? Um conselho? Uma imprecação? Um pensamento famoso?
Na dúvida - e como não lhe ocorresse uma idéia aproveitável - mandou o rei Hibban chamar o seu talentoso secretário Salin Sady, homem de sua inteira confiança, e contou-lhe, pedindo-lhe absoluto segredo, o grande desejo de sua vaidade doentia.
Depois de meditar algum tempo, o digno secretátio respondeu:
- Conheço um verso de Masuk, o celébre poeta kurdo, que é magistral! Se pronunciar esse verso em dialeto kurdo, fará uma coisa original, nunca vista. Ademais, o verso a que me refiro, exprime um desejo nobre, um pensamento genial, digno de um verdadeiro rei.
- É exatamente um verso emocionante que mais me agrada e que melhor poderá servir ao rei de Mokalla. Mas qual é, afinal, o verso do grande Mazuk? Quero decora-lo.
E o inteligente Salin Sady ensinou ao bom monarca o verso magistral de Mazuk, o maior dos poetas do Afeganistão:
'Naib aq vast y harde nosteby katib.'
Cuja tradução (declarou Sady) seria: 'Esquecei meus erros, pois só errei com a intenção de acertar'.
Guardou o rei Hibban de memória o verso. Um dia sentindo-se muito doente, mandou chamar seus conselheiros, vizires, cadis e todos os grandes dignitários do reino e pronunciou sua última vontade, bem alto, devagar e solene para que todos ouvissem. E tão violenta comoção daquele momento, que o vaidoso rei morreu.
A cena impressionou profundamente a todos os presentes.
- Mas o que tinha dito o Rei Hibban? - perguntavam uns aos outros, pois ninguém conhecia o complicado dialeto kurdo.
Dez escribas registraram palavra por palavra, traduzida depois pelos doutores mais ilustres de Mokala. A tradução caiu como uma bomba no meio da nobreza.
Puderam rodos verificar, com assombro, que o poderoso rei, senhor de Mokala, havia dito, apenas o seguinte: 'Deixo tudo o que tenho para o meu bom secretário!'

O elemento feminino

Estava um mestre rodeado por seus pequenos alunos
quando um deles perguntou:
- Mestre, por que a beleza é representada por imagem de mulher?
Pôs-se a dizer o Mestre:
- Observe a natureza e veja que o belo nela se manifesta
através de elementos femininos:
Como seria o céu sem as nuvens, a Lua e as estrêlas?
Como se mostraria o Sol sem a luz?
O mar nos encantaria sem as águas e as ondas?
Os desertos, como seriam sem as areias e as pedras?
Os bosques teriam perfume sem as árvores e as flores?
O dia prometeria repouso se não houvesse a noite?
Que força teria o fogo se não tivesse as chamas?
Que frescor teria o solo sem a relva?
Que alívio teríamos no verão se não caísse a chuva?
Qual a beleza do inverno que não apresenta a neve?
Haveria romance no outono sem as folhas sopradas pelo vento?
A primavera e suas flores não é a mais linda estação?
Nossos corpos se moveriam se neles não corresse a vida?
O menino refletiu algum tempo e em seguida argumentou:
- Sim, são todos elementos femininos,
mas o senhor não falou sobre a mulher...
Respondeu-lhe o Mestre:
- Mas vou falar-lhe sobre o coração:
Nele estão a alma, a paixão e a alegria.
Nele está a beleza da cantiga que acalanta o homem...
e sua melodia é sempre uma Mulher...

A primeira pedra

Na cidade de Bássora vivia um sultão muito sábio, rico, generoso, cheio de bondade e valentia.
Um dia, esse sultão saiu para passear sozinho pelos arredores de seu palácio, quando avistou quatro homens, com atitude agressiva, rodeando uma mulher, que escondia o rosto com as mãos descarnadas.
Ao serem surpreendidos pelo soberano, ficaram mudos de espanto e medo.
- Que fez esta mulher? - perguntou, sereno, o sultão.
- É uma ladra ó senhor! - respondeu um dos homens - Foi pega por nós roubando frutas de seu pomar.
- Roubei para meus filhinhos - soluçava a mulher - eles têm fome...
- A lei é clara, ó rei generoso - interrompeu-a um dos homens - diz que se deve cortar a mão direita do ladrão. Estou bem certo, ó rei, que é esse castigo que cabe a esta pecadora.
- Na minha opinião, esta pobre mulher deve ser perdoada, afinal, só quis pegar comida para os filhos. E, uma mãe desesperada que rouba para matar a fome de um filho merece nossa simpatia e faz jus ao nosso perdão. Mas, como a lei deve ser obedecida, ela vai ser castigada com impiedoso rigor. Penso, porém, que o castigo dado a um ladrão ainda é pouco para este pecado tão grave que esta infeliz cometeu. Determino que ela seja imediatamente apedrejada!
Esta determinação causou total espanto entre os homens, afinal, um sultão tão bom iria dar um castigo tão rigoroso como este?
- Vizir, atire a primeira pedra!
- Mas eu não tenho pedra alguma aqui, ó senhor!
- Então atirai esta que prende em seu turbante! - ordenou o rei.
Diante desta ordem, o vizir não teve outra saída. Com grande mágoa no coração, atirou a valiosa gema, que lhe servia de adorno, aos pés da mulher.
- Agora vós, Namã! Atirai estas pedras que brilham em vossos dedos!
- Os três homens, um a um, tiveram que se desfazer dos preciosos anéis que brilhavam em seus dedos.
Voltando-se para a mulher, disse-lhe o sultão:
- Apanhe todas estas "pedras" minha filha! Terás aí o que comprar, por toda a vida, o pão e o agasalho para seus filhinhos...Estás livre!
A pobre mulher, as lágrimas de gratidão escorrendo em seu rosto, beijou a mão do rei, tão bondoso, que era capaz de fazer a bondade, castigando ao mesmo tempo, quatro homens malvados, sem coração.