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domingo, 26 de agosto de 2012

Dança das flores



Realizada na época da primavera, quando as camponesas egípcias iam trabalhar na colheita das flores. Para amenizar o trabalho, elas cantavam e dançavam. Mais adiante, tornou-se uma dança comum nas festas populares. Enquanto dança, a bailarina entrega as flores de seu cesto aos espectadores.
As Ghawazee também realizam a mesma dança, também conhecida como Dança do Cesto. Neste caso, a dançarina acrescenta algumas características próprias, como equilibrar o cesto de flores na cabeça, mexer suas saias (rodadas) enquanto dançam, prender uma flor entre os dentes, por exemplo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

sábado, 26 de novembro de 2011

Guedra



















Como outras danças marroquinas, o uso da repetição e o constante crescendo da música, e também dos movimentos, criam um efeito hipnótico entre dançarino e espectador. Geralmente o dançarino alcança um nível de estímulo e envolvimento que pode levá-lo à total exaustão. O colapso abrupto no final da guedra é, também, característico de danças antigas marroquinas. Acredita-se que existam profissionais de dança que se apresentam oficialmente em ocasiões festivas, como casamentos e cerimônias de circuncisão.

O que torna extraordionária uma apresentação de guedra é o trabalho de mãos, especialmente de dedos. Cada articulação se move com um padrão cadenciado em movimentos sincopados de ombros e tórax, que seguem as batidas rítmicas do instrumento de percussão, enquanto a cabeça balança lateralmente e os cabelos, adornados com todos os tipos de conchas e contas aumenta a beleza do quadro. Com a intensificação do ritmo, a dançarina cresce e se torna ofegante, a face parece tensa e contorcida, os olhos se fecham, todo seu ser parece, de repente, estar tomado por um feitiço. Exausta pelo esforço físico e emocional da dança, ela deixa o círculo mágico e outra toma o seu lugar.


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sábado, 4 de outubro de 2008

Dança com taças





Dança associada à Dança do Castiçal. Muito utilizada em festas de casamento, aniversários, batizados, dançada preferencialmente com música lenta. Nesta dança, o fogo das velas representa a vida e ilumina partes do corpo da bailarina, que deve representar seu corpo como algo sagrado. Associada ao elemento fogo e às deusas Héstia e Nut.

Dança do Bastão



A Dança do Bastão é a versão feminina de uma dança masculina chamada Tahtib.
É conhecida também como Raks Al Assaya. É uma dança folclórica, alegre, mais graciosa que a masculina.


As mulheres demonstram toda sua habilidade girando o bastão de várias formas sempre com muito charme e delicadeza. Ao dançar, a bailarina demonstra destreza, equilíbrio e sensualidade, e sua expressão deve ser de alegria.
A vestimenta cobre o ventre, como um vestido, que pode ser de vários modelos, com abertura lateral, ou não, justo ou mais folgado, entre outros. Acessórios como xales, cintos, enfeites de cabeça, brincos de medalhas são bem-vindos.
A curva da bengala deve estar geralmente pra baixo durante a dança. Mas também cabe lembrar que há bengalas sem essa curva, que se assemelham mais a um bastão. Qualquer um desses modelos é apropriado para dançar.

Dança com véu








Várias são as suposições a respeito da dança com o véu. Registros pictóricos revelam que, nos rituais antigos, as sacerdotisas dançavam envoltas por um véu. Retirá-lo era uma demonstração de que o mistério seria revelado, trazendo luz e sabedoria. Associado ao elemento Ar e às deusas Ísis, Afrodite ou Héstia, dependendo de como for utilizado.

Dança com Pandeiro



O pandeiro é um acessório cênico utilizado pela bailarina enquanto dança e é tocado apenas em alguns momentos para fazer as marcações da música. Ou seja, ela não toca o tempo inteiro como faz o músico com o pandeiro.


Ele serve para dar um charme a mais, para incrementar a dança.


Não deve ser tocado em músicas lentas ou taksins. Há quem o toque em solos de derbak, o que pode torná-los ainda mais bonitos, se bem executados.


Usar roupas alegres, geralmente com moedas. Pode ser dançada com um vestido baladi, que também é usado para a dança da bengala.


Nesta dança a bailarina realiza alguns movimentos da dança do ventre enquanto segura o pandeiro próximo ao quadril, acima do ombro ou da cabeça, por exemplo, como um elemento decorativo.


Realiza também batidas do pandeiro em diferentes partes do corpo, como mão, cotovelo, ombro, quadril, joelho, para marcar as partes mais fortes da música.

Meleah Laff



O nome significa lenço enrolado, e se originou no Egito, mais especificamente no subúrbio do Cairo e de Alexandria.


Dançada geralmente com um vestido, um chaddor e um lenço preto. O chaddor geralmente é de crochê, serve para cobrir o rosto e pode ser tirado no decorrer da apresentação.


O vestido, usualmente mais colado ao corpo, deve tampar o umbigo, e pode ser bordado ou não.


O lenço é preto, de tecido grosso e nunca transparente, podendo ser bordado ou não.


A bailarina inicia a dança coberta/ enrolada no lenço preto e durante a apresentação ela o solta para dançar com ele.


A dança com o lenço permite um jogo de “mostra e esconde”. Já que em alguns momentos a bailarina se enrola no lenço e em outros ela o manuseia. Ás vezes ela o enrola no quadril, outrora no tronco, destacando as formas de seu corpo. E às vezes brinca fazendo “gracejos” com as pontas dele.


A bailarina tem que ter habilidade para segurar e movimentar bem o lenço, para acrescentar charme e graça, caso contrário a dança fica poluída e prejudicada.


A dançarina masca chiclete durante a dança (tradicionalmente as egípcias costumam mascar goma de miske), dando um ar de irreverência e brincadeira à dança.


A música é sempre muito alegre e festiva, geralmente nos ritmos malfuf ou falahi.

Dança com Snujs


























Os snujs são címbalos de metal, usados um par em cada mão. Um deles se prende ao dedo médio e o outro ao dedão por meio de um elástico. O elástico não deve estar muito solto para não cair, e nem muito apertado para não prender a circulação sanguínea.


Eles podem ser tocados pelos músicos, ou então pela própria bailarina enquanto dança. Neste caso, requer grande habilidade da bailarina, que deve dançar e tocar ao mesmo tempo.


É um instrumento percussivo que pode acompanhar a música toda, apenas algumas partes e/ ou os breaks (paradas) da música. Geralmente as músicas mais indicadas são as mais aceleradas, mais animadas, com ritmos ou floreados bem marcados. Não é indicado tocar em taksins ou qualquer outro momento lento da música.


Os snujs dão um incremento à dança, já que dinamizam o ritmo e dão floreado à música. Mas é preciso conhecer bastante a música e treinar bem os toques para que o som fique bom. Pois caso contrário, a música e a dança ficarão poluídas.


Existem snujs prateados ou dourados, lisos ou com desenhos, pequenos, médios ou grandes. A escolha depende da preferência de cada um, bem como da habilidade, pois os snujs maiores requerem mais treino.


Com o tempo os snujs podem escurecer ou ficar esverdeados e para voltar à sua cor original, pode-se usar alguns produtos que são vendidos em casas especializadas de instrumentos.


São necessários alguns cuidados com o armazenamento para prolongar a qualidade do som e a aparência dos snujs. Por isso é importante não guardá-los úmidos e deixá-los envolto em algum tecido.


O bom som produzido pelo snuj acontece quando se toca um no outro e logo em seguida o som ainda continua reverberando no ar. Ou seja, quanto mais o som se estender no ar, melhor é a qualidade do snuj.






O costume de dançar com os snujs é muito antigo, e remonta aos rituais praticados no Egito, quando as sacerdotisas tocavam os snujs para energizar, trazer vibrações positivas e retirar os maus fluidos do ambiente. Podem ser tocados com todos os ritmos e não se exige um traje específico para tocá-los.

Dança do Jarro



A Dança do Jarro é uma dança com ligação ao elemento água, estilo que pode ser praticado de duas maneiras: como ritual e no folclore. Como uma dança folclórica, a bailarina representa e interpreta a rotina das beduínas, que caminhavam de sua tenda até o oásis, onde descansavam, refrescavam-se com a água do rio, pegavam um pouco de água em seus jarros e retornavam à sua tenda. É também conhecida como dança do rio Nilo. Como ritual, as mulheres cultuavam os elementos da criação, principalmente a água, elemento vital no antigo Egito. Era executada em cerimônias presididas pelos faraós à beira do rio Nilo, para pedir ao rio que inundasse as terras em suas margens, possibilitando as plantações e as boas colheitas. Representa fertilidade. Aqui, as músicas são mais lentas e se utilizam movimentos sinuosos, representando os banhos das Sacerdotisas.


Dentro dessa dança, o figurino típico das beduínas, o fallahi é um maksoum modificado, mais acelerado (ritmo árabe dos camponeses egípcios - dum kaka dum ka - pode ter variações) e os gestos representando banho, brincadeiras e sede, aliados ao charme, aos passos simples e alegres e à felicidade de estar desfrutando desse rio fértil compõem a Dança do Jarro. O fallahi não é ritmo obrigatório até porque, como disse, pode-se dançar com o jarro de uma forma mais lenta e ritualística em que a mulher se banha, de maneira a se purificar e se valorizar.

Dança da bengala ou Bastão (Raks Al Assaya)



É uma dança masculina, conhecida como a dança dos pastores. Uma das versões para as origens desta dança é o costume das mulheres imitarem os pastores tangendo seus rebanhos com bastões ou bengalas. Em algumas regiões, as mulheres reúnem-se ao final da tarde, em volta de fogueiras, e dançam alegremente com suas túnicas coloridas.
A dançarina precisa demonstrar sua destreza e equilíbrio, fazendo movimentos típicos com a bengala e também equilibrando-a em seu corpo. Outra versão para a origem desta dança é a dança de combate masculina, denominada de “Tahtib”. Deve ser dançada com o ritmo Saidi, e a vestimento adequada é o vestido justo ou folgado, preferencialmente com abertura laterais, para facilitar os movimentos. Como adereços, podem ser acrescentados xales com medalhas para os quadris. Associada ao elemento Terra.

Dança da serpente



A bailarina dançava com uma serpente de metal (muitas vezes de ouro), pois este animal era considerado sagrado e símbolo da sabedoria. Atualmente, vê-se algumas bailarinas dançando com cobras de verdade, mas isto deve ser visto apenas como show de variedades, já que nem nos primórdios da dança o animal era utilizado. Justamente por ser considerada sagrada, a serpente era apenas representada pelos adornos utilizados pelas bailarinas e pelo movimento do seu corpo.

Dança dos 7 véus



Dança que simboliza a descida da mulher ao seu mundo interior em sua busca por desvendar os mistérios da espiritualidade. Está associada ao mito da deusa Inana/Ishtar, que desceu ao mundo avernal em busca de sua sombra. Por cada um dos sete portais por onde passava, a deusa deixava cair um dos véus como representação de seus atributos: beleza, amor, saúde, fertilidade, poder, magia e o domínio sobre as estações do ano. Esta dança também era realizada pelas sacerdotisas em honra à deusa Ísis.

Os sete véus representam os sete graus de iniciação, os sete chakras corporais, as sete cores do arco-íris e os sete planetas. A bailarina inicia a dança com os sete véus ornando seu corpo e vai retirando um a um, simbolizando a abertura de cada chacra (deve iniciar pelo chacra coronário e finalizar no chacra da raiz).

A retirada de cada véu também representa o despertar da consciência e a evolução espiritual. As cores dos véus devem representar as cores dos chakras: vermelho (chacra da raiz), laranja (chacra umbilical), amarelo (Plexo solar), verde ou rosa (chacra do coração), azul (chacra laríngeo), lilás (chacra frontal), branco/dourado/prateado (chacra coronário). Por baixo dos véus, a bailarina deve trajar roupa de cor clara, preferencialmente branca ou lilás.

Dança com Punhal



Dança com um punhal de metal feito especialmente para a dança, também conhecido como adaga. Pode ser dourado ou prateado e é vendido em lojas especializadas em artigos pra Dança do Ventre.


Pouco se sabe sobre seu surgimento, mas há hipóteses de que tenha surgido na Turquia pelos ciganos.


Geralmente a bailarina entra com o punhal escondido na roupa e no meio da dança o retira dançando com ele.


Ela faz desenhos no ar com o punhal, e às vezes o prende em algumas partes do corpo como na boca, na cintura ou no peito.


Ás vezes no meio da dança uma ou mais bailarinas podem simular uma luta com o punhal.


Não se dança geralmente ao som de músicas muito animadas ou alegres, como solos de derbak ou músicas folclóricas. Usam-se mais músicas não muito aceleradas, e que tenham um certo grau de mistério, para combinar com a dança. Além disso, não há um ritmo definido para esta dança.


Pelo punhal ser um objeto que representa combate ou defesa, a dança pode acompanhar tal sentimento, ou seja, de alguém se defendendo, numa dança forte, carregada de sentimentos, bem expressiva.


Não há um traje específico, portanto pode ser dançada com uma roupa típica de dança do ventre de duas peças, bem como com um vestido.


A bailarina movimenta, manuseia e segura o punhal de diferentes maneiras durante a dança, sempre tentando dar uma interpretação introspectiva, de mistério, de luta, batalha, proteção.






Significado de alguns movimentos com o punhal:






- Punhal com a ponta para fora da mão: a bailarina está livre; com a ponta para dentro, está comprometida


- Punhal no peito: demonstração de amor
- Punhal no meio dos seios com a ponta enfiada no decote: sexo
- Punhal na testa com a ponta para baixo: magia
- Punhal na horizontal da testa: assassino
- Punhal nos dentes: desafio, destreza
- Equilibrar o punhal no ventre: destreza
- Bater o punhal na bainha: chamado para dança
- Punhal entre as mãos, sinuoso: Homenagem a alguém da platéia

Cada dança, um significado

Todos os detalhes da roupa usada na dança do ventre - incluindo maquiagem e bijuterias - procuram acentuar a feminilidade da dançarina.




Tudo deve garantir a graça de seus movimentos. A roupa é geralmente semitransparente e bordada com miçangas, paetês, lantejoulas, moedas e vidrinhos.


Para evidenciar o contato da dançarina com a mãe-terra, é preferível que ela não use sapatos. Mas pode abusar de pulseiras, braceletes, colares, moedas e brincos. E usar lenços sobre o rosto.




Nos países islâmicos, as dançarinas não podem ficar com o corpo tão à mostra nem mostram o umbigo. Elas usam collant bordado ou cinturão com uma pedra preciosa sobre o ventre.



Existem várias modalidades de dança do ventre, cada uma com um significado.




A dança da espada simboliza a abertura de caminhos e derrota de inimigos.



A do pandeiro serve para manifestar alegria, por isso é muito comum nas festas.





Já a dança da adaga ou punhal representa o sexo, a transformação e a morte.









A dança com snujs (címbalos de metal) serve para energizar positivamente um ambiente.










Na dos sete véus, cada um deles simboliza um portal - da beleza, amor, saúde, fertilidade, poder, magia e o domínio sobre o tempo -, que é ultrapassado à medida que a dançarina for despindo-se.




quinta-feira, 2 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008





Diz-se que o corpo de uma bailarina de dança do ventre é sagrado durante a dança, pois se divide, neste momento, em três partes distintas: mulher, espírito e serpente - não devendo ser tocado.